sexta-feira, 17 de setembro de 2010


Na minha rua todos forjam a calma
Como se estivessem em paz com a alma
Como se não tivessem a pressa de ser feliz.

Na minha rua todos são tão frios,
É como se o mundo estivesse vazio
E o calor que preciso se encontrasse perdido na correnteza de algum rio.

Na minha rua todos dizem ser felizes,
Mas não é isso que vejo estampado em suas cicatrizes,
Vejo que não sabem o que fazer das próprias raízes.

Na minha rua, sr. Dr. (meu amor),
Também é proibido sentir
Pois isso implicaria (por exemplo) em te pedir
Para nunca mais partir
E se apegar de vez a mim,
Como âncora firmada em um aquário sem fim.



6 comentários:

Anônimo disse...

Oi,
Não sei nem o que escrever... Mas que é lindo, é sim.

L. Figueiredo disse...

Obrigada (:
O que aconteceu com seu blog?

Nina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nina disse...

Eu me inspirei em você e bom... Mudei um bocado, a começar pelo plano de fundo.
E como já tinha muitos poemas guardados apenas para mim, resolvi colocá-los.

Nina disse...

http://espacoparadesabafar.blogspot.com/
Se quiser dar uma olhada...

L. Figueiredo disse...

Que legal, visitarei! :)

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